Todo e qualquer fã do Dream Theater, até os que negam, estavam ansiosos por esse disco, afinal, a formação clássica com o mestre Mike Portnoy está de volta. E que retorno! ‘Parasomnia’, lançado este ano no Brasil pela Valhall Music é o décimo sexto álbum de estúdio da principal banda de Prog Metal de todos os tempos.
Como dito, a grande novidade fica por conta do aguardado retorno de Mike Portnoy à bateria, reunindo novamente a formação clássica da banda pela primeira vez desde 2009. E a ansiedade valeu a pena, Portnoy nos entrega mais um trabalho de altíssimo nível, aliando toda a sua criatividade e técnica, trazendo o gostinho do Dream Theater de “antigamente” para o presente.
Com produção de John Petrucci e mix/master a cargo do MELHOR produtor do mundo, Andy Sneap, o álbum mergulha no universo dos distúrbios do sono. Os temas centrais – como paralisia do sono, sonambulismo e pesadelos – são desenvolvidos ao longo de oito faixas, mantendo a tradição da banda de investir em álbuns conceituais com densidade lírica e musical.
A abertura, ‘In the Arms of Morpheus’, é uma peça instrumental que estabelece o clima introspectivo e onírico do álbum. Já a paulada ‘Night Terror’, lançada como primeiro single, entrega um impacto imediato com riffs pesados e atmosferas tensas que representam bem o tema do terror noturno. ‘A Broken Man’ traz um momento mais introspectivo, com letras que exploram o desgaste emocional causado por noites mal dormidas e transtornos psicológicos. Em ‘Dead Asleep’, a banda transita de momentos calmos para passagens intensas, capturando bem a sensação de confusão entre realidade e sonho.
‘Midnight Messiah’, em minha opinião, é a mais fraca do álbum (vinhetas não contam) e segue a desnecessária ‘Are We Dreaming?’, uma breve vinheta instrumental que antecede a balada ‘Bend the Clock’, onde o show fica por conta dos solos de John Petrucci. O encerramento com ‘The Shadow Man Incident’ é épico. Beirando os 20 minutos, a faixa percorre diferentes climas e dinâmicas, ilustrando musicalmente o pavor causado por visões noturnas aterrorizantes, associadas à paralisia do sono.
Li algumas críticas ao desempenho de James Labrie, mas sinceramente achei a performance dele de altíssimo nível, assim como de toda a banda, nem parece que os músicos e Portnoy estavam separados há tanto tempo. Tudo está muito bem dosado e com uma produção que deixou tudo de forma limpa e precisa.
Tanto a belíssima capa quanto o encarte estão lindos, bem no estilão do Dream Theater mesmo, até porque o grupo continua trabalhando com o genial artista canadense Hugh Syme. Aqui deixo destaque também para a qualidade do material usado no encarte nacional, parabéns Valhall.
Só uma nota: nada contra o Mike Mangini, que representou muito bem sua parte durante todos esses anos e provou ter sido a escolha perfeita para o cargo enquanto Portnoy não estava, mas ter o homi de volta é uma alegria imensa.
Dizem que ‘Parasomnia’ colocou o Dream Theater de volta ao topo do Prog Metal mundial. Mas em algum momento ele não esteve lá?
Tracklist
In the Arms of Morpheus
Night Terror
A Broken Man
Dead Asleep
Midnight Messiah
Are We Dreaming?
Bend the Clock
The Shadow Man Incident

