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Metro

Trilogia Metro: o melhor do pós-apocalipse na mãe Rússia

Nos videogames a Rússia já passou por inúmeros “apocalipses”, seja em sua versão União Soviética (mais abrangente com territórios “a mais”), seja em sua atual federação. O que não muda muito é que normalmente esses armagedons acontecem de forma nuclear, especialmente na Zona de Exclusão, hoje Ucrânia. E pra mim o que mais se destaca é a série Metro.

Claro que não teria como desmerecer jogos como a série S.T.A.L.K.E.R. (ainda não joguei o 2), Atomic Heart (não sei se podemos chamar de pós-apocalipse), ATOM RPG, Chernobylite (muito bom, quem sabe não rola uma resenha) e muitos outros. É só dar uma pesquisada por Chernobyl na Steam que toneladas de jogos aparecem.

Como disse, desses todos, meu favorito é a série Metro, que coincidentemente não se passa na Zona de Exclusão e seu “apocalypse nuclear” foi criado por causa de bombas, jeitinho mais “tradicional” de acabar com o mundo mesmo… Aqui vou me focar na trilogia, então o Awakening pra VR ficará de fora.

A trilogia é baseada na série de romances do autor russo Dmitry Glukhovsky e se destaca por seu enredo sombrio, ambientação pós-apocalíptica e atmosfera opressiva.

Metro 2033 (2010)

metro 2033

Baseado diretamente no livro Metro 2033, o jogo apresenta Artyom, um jovem sobrevivente que vive nos túneis do metrô de Moscou após uma guerra nuclear devastadora ter transformado a superfície em um inferno radioativo, habitado por mutantes e assolado por radiação.

A civilização remanescente se abriga nas estações do metrô, que funcionam como pequenas cidades-estado. Artyom é encarregado de uma missão extremamente perigosa: atravessar os túneis sombrios e hostis para alertar sobre a ameaça dos misteriosos e enigmáticos Dark Ones, seres que representam um perigo tanto físico quanto psicológico.

Com forte foco na sobrevivência, escassez de recursos e uma atmosfera claustrofóbica, Metro 2033 se tornou referência em narrativa imersiva e horror pós-apocalíptico. Acho que ainda é meu favorito dos 3.

Metro: Last Light (2013)

metro last light

Continuação direta de Metro 2033, Last Light acompanha Artyom após os eventos do primeiro jogo, lidando com as consequências — emocionais e físicas — de suas escolhas.

Embora não siga exatamente o segundo livro (Metro 2034), o jogo expande significativamente o universo, aprofundando os conflitos humanos dentro do metrô, onde diferentes facções — comunistas, neonazistas e militares — disputam poder sobre os últimos resquícios da humanidade.

A jogabilidade recebeu melhorias, tornando o combate mais fluido, o stealth mais eficiente e a IA mais desafiadora, além de gráficos melhores. Apesar de mais voltado à ação do que seu antecessor, Last Light mantém a tensão, a atmosfera opressiva e o peso das escolhas do jogador.

Metro Exodus (2019)

metro exodus

Diferente dos dois jogos anteriores, Metro Exodus rompe com a ambientação restrita dos túneis e leva Artyom e seus companheiros da Ordem Spartan para fora de Moscou, explorando a Rússia devastada em busca de um lugar onde possam reconstruir suas vidas.

A jornada acontece ao longo de um ano, com ambientes que mudam conforme as estações vão passando. O jogo introduz mapas semiabertos, oferecendo liberdade para exploração, crafting e abordagens variadas nas missões, além de um sistema dinâmico de clima e ciclo de dia e noite.

Apesar de mais aberto, Exodus tenta manter o foco na narrativa forte, na construção de mundo e na atmosfera pesada, equilibrando momentos de tensão e ação com decisões que pesam na sua história. Eu gostei de tudo, menos do mundo aberto, o legal do Metro, era o metrô (sabe a sensação de se sentir exposto quando você está fora do metrô?), mas no geral também gostei bastante dele.

Lembrando que os dois primeiros títulos ganharam remasters sob o nome de “Redux” (além de uma Gold Edition para o Exodus), eu até testei pra ver as melhorias e realmente a qualidade deu um upgrade, nada que se compare com salto de qualidade gráfica do terceiro título, mas pra quem ainda não jogou, vale o investimento.

Espero que a série continue, apenas de não sei se tem mais para onde ir, mas talvez uma prequel ou uma estória paralela. Seria legal pegar todos os avanços técnicos e de jogabilidade do Exodus e trazer a ambientação de volta para o sufoco do Metrô.

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