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ANÁLISE

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7 Days to Die: ainda é uma experiência de sobrevivência muito válida

Com mais de uma década de estrada, lançado originalmente em acesso antecipado em 2013 pela desenvolvedora The Fun Pimps, 7 Days to Die sempre se destacou por ser uma mistura única de survival horror, RPG, mundo aberto e mecânicas avançadas de construção.

O jogo se passa em um futuro pós-apocalíptico dominado por zumbis, onde o jogador precisa sobreviver não apenas às ameaças dos mortos-vivos, mas também às dificuldades impostas pela escassez de recursos e, agora, aos perigos climáticos extremos e biomas cada vez mais hostis — uma das principais novidades da aguardada versão 2.0, que O Zumbi Caipira testou a versão beta.

Crédito: Divulgação

Um mundo ainda mais cruel (e divertido)

A jogabilidade sempre foi um dos pontos altos do game, combinando exploração, crafting, combate e construção. E isso foi elevado a outro patamar com a atualização. Agora, além de reunir materiais para construir armas, ferramentas e abrigos, o jogador precisa lidar com tempestades severas, radiação, frio extremo, calor intenso e até fumaça tóxica, dependendo do bioma em que estiver.

O ciclo de dia e noite permanece essencial na dinâmica do jogo. Durante o dia, os zumbis são mais lentos, mas à noite — e especialmente a cada sete dias, durante a icônica Lua de Sangue — hordas mais rápidas, agressivas e inteligentes surgem.

A diferença agora é que esse evento ficou muito mais caótico e desafiador, graças aos novos tipos de zumbis, como os Frost Claws, Infernal Oranges e Charged Blues, que trazem habilidades específicas e aumentam consideravelmente a pressão sobre os jogadores (finalmente).

Construir, proteger e… sobreviver (se conseguir)

O sistema de construção continua sendo um dos maiores destaques do jogo. A física de colapso estrutural foi aprimorada, exigindo ainda mais cuidado no planejamento de bases. O design agora leva em conta não só a resistência dos materiais, mas também as intempéries climáticas, que podem comprometer sua defesa se você não estiver bem preparado.

Outro detalhe importante é que os biomas passaram a ter uma progressão própria. Ou seja, explorar zonas mais perigosas se tornou essencial para acessar loots melhores e desbloquear upgrades mais avançados — não dá mais pra ficar só na zona de conforto.

Visual e som finalmente no século XXI (ou quase isso)

Graficamente, o jogo deu um salto. A versão 2.0 trouxe melhorias perceptíveis em iluminação, texturas, vegetação e no detalhamento geral dos ambientes. As tempestades e efeitos climáticos tornaram o mundo muito mais vivo — e mortal. Ainda não é um jogo visualmente bonito, mas agora está muito mais polido e moderno do que nas versões anteriores- o que não era tão difícil.

O som também recebeu atenção especial. Passos, grunhidos e ruídos ambientes variam conforme o bioma e o tipo de zumbi, aumentando significativamente a imersão. Aqui realmente eu senti a diferença, parece tudo menos plástico.

Apesar de estar – muito – mais estável e otimizado que antes, ainda há bugs pontuais e algumas limitações gráficas que entregam sua origem indie. No entanto, a quantidade de conteúdo, a profundidade dos sistemas e o desafio constante compensam qualquer pequena falha.

Comprar o jogo na Steam.

The Storm Has Arrived - 7 Days to Die 2.0 ALL New Features

77

Muito bom

Uma experiência profunda de sobrevivência, com uma mistura envolvente de crafting, construção e combate ainda melhor com a versão 2.0. Apesar de falhas técnicas e gráficos ainda sim fracos, ele ainda é um jogo relevante para fãs do gênero.
Diversão* 85%
Jogabilidade 80%
Desempenho 75%
História 70%
Gráficos 73%
Direção de Arte 73%
* O valor do item Diversão tem peso 2 na média da nota.

How Long To Beat

Main Story

52 Horas

Main + Sides

112 Horas

Completionist

345 Horas

All Styles

144 Horas

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