Elderand é um Metroidvania desenvolvido pelos estúdios brasileiros Mantra e Sinergia e publicado pela Graffiti Games. De cara o jogo nos mostra como uma produção independente pode competir em alto nível dentro de seu nicho e que o Brasil está cada vez mais presente e com importância no mercado mundial de videogame.
Na minha opinião, um dos méritos de Elderand está na forma como consegue prender o jogador. A exploração é instigante, os combates são brutais e satisfatórios, e o senso de progressão é bem dosado. Mesmo com algumas partes mais difíceis e com uns inimigos dor de cabeça, o desafio nunca me pareceu injusto ou forçado.
Precisão e qualidade
O controle do personagem é preciso, com respostas rápidas aos comandos, algo de suma importância em um Metroidvania de respeito. O combate mistura ataques corpo a corpo, magias e equipamentos diversos que afetam o estilo de jogo.
A criação visual do personagem é bem simples, já o sistema de progressão por níveis adiciona profundidade, deixando você forjar seu melhor o estilo de luta ao evoluir.
Eu joguei a versão da Steam/PC e a performance é de primeira: tempos de carregamento curtos e pelo menos na minha jogada, nenhum bug. Mesmo em situações mais caóticas com chefões grandes ou muitos inimigos na tela, o desempenho se manteve estável. Parabéns ao time técnico!
Mergulhe no mundo de Elderand
A narrativa em Elderand é envolvente o suficiente para sustentar o clima sombrio do jogo, mas não chega a ser o foco principal. Há fragmentos de lore espalhados pelo mundo, além de diálogos e documentos que expandem o universo. Na minha opinião, a trama poderia ser mais marcante ou melhor integrada ao progresso do jogador, fiquei perdido no lore algumas vezes (será que foi burrice minha?).
Nada como entrar em um mundo sombrio e decadente, onde monstros grotescos e templos esquecidos formam o pano de fundo para uma jornada sangrenta em que o desfecho pode não ser o que você queria. Claro, com aquele “toque” lovecraftiano que deixa tudo mais legal.

Talento brasileiro em cada pixel
O visual em pixel art é detalhado e cheio de personalidade, especialmente nos cenários e inimigos mais grotescos. Ainda que o estilo não traga inovações, ele cumpre bem sua proposta e nos entrega momentos de impacto visual, principalmente durante as batalhas contra chefes e nas áreas mais bizarras (no bom sentido) do mapa.
Já sua direção de arte é brilhante! A estética inspirada em horror cósmico, misturando elementos religiosos e seres grotescos, cria um universo coerente e perturbador. A ambientação é ótima e os cenários são distintos o bastante para manter o interesse durante toda a campanha. Impossível não ficar desesperado pra fazer 100% do mapa!
A trilha sonora de Elderand também complementa muito bem essa atmosfera com temas muito bem encaixados e que deixam a imersão do jogo ainda mais completa.
Se você busca um Metroidvania mais “dark” e cheio de estilo, Elderand é a opção certeira. Com lutas intensas, clima sombrio e direção de arte marcante, o jogo surpreende! Ufanismo a parte, é bom de dizer: é uma criação brasileira!

