ozc
opeth the last will and testament

ANÁLISE

Banda |

Álbum |

The Last Will and Testament

Selo |

Ano de lançamento |

Produtor |

Arte da capa por |

Origem da banda |

Estilo |

Opeth: novo álbum traz de volta os guturais. Mas isso é o suficiente?

Cinco anos após ‘In Cauda Venenum’, o Opeth retorna com um novo trabalho. Apesar de sempre criar expectativas acerca de seus trabalhos, o grupo sueco deixou todos ainda mais ansiosos após seu primeiro single ‘§1’ e a volta dos tão clamados guturais.

‘The Last Will and Testament’, lançado no Brasil pela Valhall Music, marca o aguardado retorno dos vocais guturais de Mikael Akerfeldt, ausentes – e insistentemente pedido de volta pelos fãs – desde ‘Watershed’ de 2008. O CD também conta com a estreia do baterista Waltteri Vayrynen (Abhorrence, ex-Paradise Lost).

Após as primeiras ouvidas, podemos dizer que disco reafirma a veia progressiva da banda como principal linha seguida, mas com uma pegada mais agressiva e sombria, que volta a flertar com o Death Metal e o Doom Metal.

Conceitualmente ambientado no pós-Primeira Guerra Mundial, ele gira em torno da leitura do testamento de um patriarca abastado. A história revela disputas familiares, filhos ilegítimos e segredos revelados em um tom trágico e melancólico. Cada faixa é nomeada como um parágrafo – ‘§1’ até ‘§7’ -, reforçando a ideia de um documento sendo lido, enquanto a faixa final, ‘A Story Never Told’, encerra com uma nota emocional marcante.

Musicalmente, o álbum mostra o Opeth refinado de sempre, que equilibra brutalidade e delicadeza com rara habilidade. Há passagens dominadas por riffs densos, vocais extremos e variações rítmicas complexas, intercaladas por momentos acústicos, arranjos de cordas e solos de flauta – destaque para a participação especial de Ian Anderson (Jethro Tull), que empresta ainda mais textura. A ótima produção, assinada pelo próprio Mikael Akerfeldt, valoriza tanto os detalhes sutis quanto o peso das passagens mais intensas.

Muitas vezes eu penso que esse retorno dos guturais não foi espontâneo, mas algo forçado pela pressão dos fãs, mas não há como negar que a alternância entre os vocais limpos e guturais é o que deixa tudo mais profundo e pra esse disco funciona como um reflexo da dualidade presente no enredo: beleza e podridão, legado e ruína.

A capa, criada por um dos meus artistas favoritos de todos os tempos, Travis Smith, ficou ótima e transmite muito bem o clima do disco, já o encarte teve uma boa sacada de, ao se desdobrar, ficar como um testamento antigo, mas ficou tudo um pouco apertado demais, se houvessem mais dobras nele teria ficado perfeito.

Com quase uma hora de duração, o álbum é uma experiência imersiva, e embora não traga refrões fáceis ou ganchos imediatos, recompensa quem mergulha em sua proposta. Ao apostar em um enredo trágico e uma sonoridade que cruza fronteiras estilísticas, o Opeth entrega mais uma grande obra.

Tracklist

§1
§2
§3
§4
§5
§6
§7
A Story Never Told

Compre o CD na Valhall Music.

87

Sensacional!!

'The Last Will and Testament' é um disco que honra o passado e projeta um futuro sem concessões - para os fãs, um testamento digno do legado da banda.
Música* 86%
Produção 90%
Identidade Visual 88%
* O valor do item Música tem peso 3 na média da nota.

Relacionados

Compartilhe

Recentes

Você pode gostar

Publicidade