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Phantasy Star

Clássico

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Desenvolvedor |

Distribuidor |

Plataforma original |

Phantasy Star: um marco para o videogame nacional

Para iniciar essa seção do site – assim como muitas outras – resolvi escolher um jogo que fosse importante para mim. E por que não meu jogo favorito de todos? Então está aqui: Phantasy Star do Master System.

Desenvolvido pela SEGA e lançado no Japão em 1987, ele apareceu no Brasil TRADUZIDO em 1991. Você, especialmente se for bem mais jovem que eu (o que é provável), não tem ideia do que isso era revolucionário para o período. Se hoje o pessoal está mal acostumado e RECLAMA que alguns jogos têm a dublagem em PTBR “fraca”, naquela época imaginar ter material de console traduzido para nossa língua pátria era algo de certa maneira utópico.

Todos os meus pontos positivos vão para a Tec Toy e sua coragem e pioneirismo. Ainda tenho comigo a opinião que se eles tivessem “jogado” certo, seriam um dos grandes nomes da indústria dos games nos dias de hoje, mas ressalto, é só uma opinião de fã mesmo.

Voltando ao jogo, Phantasy Star foi meu primeiro contato com um RPG em forma de videogame. Eu já conhecia e “tentava” jogar RPG “de livro” (vai por mim, tentar isso numa cidade caipira nos anos 90 não era fácil) e poder fazer isso em um videogame me fez ficar louco: era o Santo Graal de um nerd (quando essa palavra ainda era pejorativa e não modinha).

E era um trabalho incrível, gráficos caprichados, história interessantíssima, progressão balanceada personagens queridos… Ahhh Alis (sim, uma protagonista feminina), inesquecível… Para ser ter uma comparação nessa mesma época no Japão saiam os primeiros jogos do Final Fantasy e Dragon Quest no Japão e que pareciam jogos de Atari em comparação com a qualidade de Phantasy Star. Hoje os dois são infinitamente mais famosos e mais reconhecidos que o título da SEGA. Bom, a SEGA é um caso de sucesso quando se fala em jogar oportunidades fora.

Phantasy Star
Crédito: sega-brasil.com.br

Phantasy Star

Considerado um dos jogos mais ambiciosos e avançados de sua época, ele combinava elementos de ficção científica e fantasia, algo extremamente inovador dentro do gênero, que até então era dominado por temas puramente medievais.

O jogo se passa no sistema estelar de Algol, composto pelos planetas Palma, Motávia e Dezóris. E era muito foda poder viajar pelos três planetas, a sensação de liberdade e grandeza era – e ainda é – ímpar.

O império caiu nas mãos do tirano Lassic, que governa com mão de ferro. A protagonista, Alis Landale (ahhh Alis), inicia sua jornada após testemunhar o assassinato de seu irmão Nero, um rebelde que lutava contra o regime. Determinada a vingar sua morte e derrubar Lassic, ela parte em uma missão que a leva a unir forças com aliados improváveis: o guerreiro Odin, o gato falante Myau, e o mago Noah (ou Lutz na versão original).

As Dungeons

Crédito: sega-brasil.com.br

Cara, masmorras em fucking 3D! Ok, eu sei que era uma simulação e já existia algo assim em alguns jogos de PC, mas aqui a sensação era de realmente estar andando por labirintos infinitos e perigosos, com passagens secretas e tesouros… Sozinho era quase impossível sobreviver aos mais avançados foi aí que surgiu o meu amado: Guia Games!

Guia Games

Sim, talvez seja um exagero ter uma seção da matéria só pra falar de um guia de Games, mas cara, foi algo monumental pra época.

Lançada pela Editora Abril em 1992, era uma publicação especial voltada para os fãs de videogames e funcionava como uma espécie de “livro de soluções”, trazendo dicas, truques, macetes, estratégias e, principalmente, mapas detalhados das dungeons de Phantasy Star. Sem esses mapas, acho que ainda estaria tentando terminar o jogo pela primeira vez.

Crédito: datassette.org

Além de Phantasy Star, o Guia Games trazia dicas de outros clássicos, como Alex Kidd, Sonic, Castle of Illusion, entre outros, mas sinceramente nunca li. Sim tenho meu até hoje.

Trilha Sonora

A trilha sonora é um dos elementos mais marcantes e memoráveis do jogo, especialmente considerando as limitações técnicas do Master System ocidental. E até hoje eu ainda escuto de vez em quando pra matar a tal da nostalgia.

Compostas pelo gênio Tokuhiko “Bo” Uwabo (Phantasy Star 2, Columns, Alex Kidd, Space Harrier) as músicas são extremamente melódicas, cativantes e atmosféricas, contribuindo diretamente para a imersão do jogador, parece que cada canto tem sua trilha sonoro que se encaixa perfeitamente.

O remake

Em 2003, a Sega lançou no Japão um remake intitulado Phantasy Star Generation: 1, como parte da coleção Sega Ages 2500 Series, exclusiva para o PlayStation 2. Muito mais do que um port, esse remake foi uma reconstrução completa do jogo original de 1987, trazendo gráficos redesenhados, trilha sonora remasterizada e diversas mudanças no sistema de jogo.

Phantasy Star Remake
Crédito: gazetadealgol.com.br

Os gráficos foram completamente atualizados, com sprites em alta definição e um estilo visual mais próximo de animes. As masmorras passaram a ter gráficos poligonais e a trilha sonora também recebeu uma repaginada completa, mantendo as melodias, mas com maior qualidade de áudio, com instrumentos digitais mais realistas.

Outro ponto de destaque foi a expansão do roteiro. A história recebeu muito mais conteúdo, com diálogos mais longos, explorando as personalidades dos personagens e detalhando mais o universo do sistema estelar de Algol.

Infelizmente o remake ficou oficialmente restrito ao mercado japonês e nunca foi lançado oficialmente no Ocidente, mas os fãs desenvolveram traduções não oficiais, permitindo que jogadores fora do Japão pudessem experimentar essa versão. Se eu gostei do remake? Não.

Termino aqui essa matéria com vontade de jogar novamente a aventura de Alis e quem sabe até dar uma chance novamente pro remake. No fundo do coração fica a esperança cega que a SEGA (desculpa o trocadilho) um dia faça um remake dele (e do PS2 e do PS4 – não, o PS3 não) nos moldes do remake de Final Fantasy 7. Estou vivo ainda (?), só posso sonhar.

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